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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

BRILHOS QUE SALVAM...



Os adesivos que brilham no escuro geralmente são feitos com sulfeto de zinco. Quando o sulfeto de zinco é exposto à luz, graças à sua configuração eletrônica, os elétrons das camadas mais externas absorvem a luz e são excitados para camadas etetrônicas ainda mais externas. Quando apagamos a luz deixamos de fornecer energia aos elétrons, que aos poucos vão retornando às suas camadas eletrônicas iniciais. Durante esse retorno (que pode durar horas), eles devolvem a energia que absorveram na forma de luz. Esse fenômeno se chama fosforescência.
Alguns modelos de relógios têm detalhes fosforescentes que nunca perdem o brilho mesmo quando são deixados vários dias no escuro. Isso acontece porque o material fosforescente desses relógios está misturado com um pouco de material radioativo, que funciona como uma fonte de energia para provocar a fosforescência.

Além da fosforescência, existe um outro fenômeno, chamado de fluorescência. Diferentemente das substâncias fosforecentes, os compostos fluorescentes deixam de emitir luz assim que são colocados no escuro. Podemos observar a fluorescência quando vamos a uma discoteca. Todo mundo que está de roupas brancas fica "brilhando" no escuro graças as lâmpadas de luz negra, que é uma lâmpada de luz ultra-violeta. Quando a luz negra é desligada, o brilho da roupa desaparece. A nossa roupa brilha sob luz negra por causa de um aditivo dos sabões em pó que usamos. Esse aditivo é usado para termos a impressão de que a roupa está "mais branca do que branca", pois ele absorve a radiação UV e emite como uma luz azulada. Outras substâncias fluorescentes que podemos encontrar são a água tônica e a urina. É por isso que não tem luz negra nos banheiros das discotecas.
Quando a emissão de luz de uma substância é provocada por uma reação química ela recebe o nome de quimioluminescência.



CIPA



quinta-feira, 28 de julho de 2011

EXEMPLOS DA TÉCNICA MORAES MUNIZ

Estes são alguns exemplos de camisetas que fizemos apenas por diversão(TUTO) 15 de Junho de 2011.

Tem mais exemplos... numa próxima postagem.(JSM)




segunda-feira, 4 de julho de 2011

CONHECENDO UM POUCO A TINTA DE TECIDOS



TECIDOS

As tintas para tecido podem ser aplicadas em quase todos os tipos de tecido, ou seja: lona, brim, sarja, cambraia, juta, linho, popeline, tricoline, gorgurão, fustão, georgette, musselina, chifon etc. que são 100% de algodão, pré-lavados ou pré-encolhidos.

Não recomendamos a pintura em tecidos 100% sintéticos como nylon, poliéster.

Em tecidos engomados, aconselhamos que os mesmos devem ser lavados antes da pintura, porque a tinta ao invés de aderir ao tecido aderirá na goma e ao lavar-se o mesmo sairá a goma levando consigo a tinta.

Sempre fazer um teste em um pedaço de 30x40 cm, deixar secar por 72 horas e lavar.


Dicas tecidos:

Quando trabalhar com tecidos de algodão finos (popeline, linho, tricoline, etc.) estique muito bem o tecido sobre a mesa, prendendo com fita crepe ou tachinha as quatro pontas do tecido.
Nos tecidos mais finos é necessário o uso de um bastidor para apoio do tecido.
Nos tecidos mais grosso pode-se trabalhar direto na mesa ou em pranchas de compensado.

PINCÉIS

Para tecidos opacos:

De cabo amarelo e cerdas duras (vários tamanhos de chato e redondo)
Variação: use rolinho ou buchinha que possibilitam um trabalho mais rápido e resulta traços mais suaves.

Para tecidos transparentes:

De cabo marrom ou vermelho, cerdas mais suaves (vários tamanhos de chato e redondo)
ou de cabo amarelo e cerdas duras e chatas (vários tamanhos de chato e redondo)

Dicas pincéis:

Tenha sempre vários pincéis a mão, mantenha-os em copo com água durante o uso
Após o uso, lave-os com detergente e buchinha deixando correr bem a água, depois deixe de molho com creme rinse
Tirar o creme rinse e guardá-los com as cerdas para cima

MESA PARA PINTAR

Só deve ficar na mesa o tecido que será pintado. Aprenda a trabalhar colocando as tintas e os pincéis em uma mesa auxiliar. Assim não correrá o risco de sujar o seu trabalho. De preferência mesa alta para trabalhar em pé, pois permite maior movimento.


O ESBOÇO

Antes de começar a pintar o tecido, convém preparar previamente um esboço num papel sulfite a estampa que desejar para ter um guia a seguir.
Use o pincel, a cor da tinta diretamente no papel sulfite.
Lembre que o controle da mão no pincel é bem diferente que o lápis ou caneta hidrográfica.

TINTA PARA TECIDO OPACOS (lona, sarja, brim, linho, etc)

São espessas e precisam ser diluídas em água. Acrescente de 30% a 40% de água.
Ex. um vidro de 250 ml de tinta + 30% de água que será 75 ml de água.

Tipos: Acrilex para tecido, acrilex serigráfica, tec screen serigráfica ou similar

TINTA PARA TECIDOS TRANSPARENTES (seda mista, musselina, chifon, crepe, georgette, etc)

São aquareladas e não precisam ser diluídas. Se dilui com água (até 50%) obterá tons mais claros.

Tipos:Prince, Seda Color ou similar

As tintas aquareladas espalham-se com mais facilidade nos tecidos por isso usamos alguns recursos como:

Guta: aplicado com bisnagas faz uma barreira entre as cores, não permitindo que uma cor se sobreponha à outra. Existem gutas transparentes, douradas, prata, brancas, pretas. Aplicar a guta com traço bem solto fechando o desenho.
Evite deixar áreas fechadas muito pequenas, pois fica mais difícil seu preenchimento.
As gutas coloridas são legais quando aplicadas como grafismo, depois do tecido pintado

Espessante: misturado com a tinta evita que ela se espalhe, fica com a consistência de mel, mais grossa, porém mantém sua transparência.

Efeito manchas: usar e abusar do recurso das aquareladas que se espalham e misturam-se entre si as cores enquanto molhadas, formando manchas muito bonitas.

Pouca tinta: com pouca tinta no pincel faça os traços depois preencha também com pouca tinta, colocando atinta longe do traço.

Dica para tintas:

você pode utilizar as duas tintas (aquareladas e espessas) em um mesmo tecido, aproveitando o que cada técnica tem de bom, por exemplo a transparência ou a opacidade. Use sua criatividade e ouse em seus trabalhos.
Deixe as tintas que precisam ser diluídas já preparadas e coloque-as em garrafinhas (de água minalba por exemplo) transparentes prontas.
Prepare várias cores misturando-as. Por exemplo: vermelho + amarelo= laranja, azul+amarelo= verde e azul + vermelho= roxo, etc... As cores primárias (amarelo, vermelho e azul) compõem todas as outras. A tonalidade e quantidade da cor na mistura geram tons diferentes de laranja, verde, roxo, etc.
Agite bem a tinta antes de usar, pois os pigmentos ficam no fundo do frasco.
Tampe bem os frascos de tinta, pois com o tempo formam corpos sólidos. Lave os frascos vazios para reaproveitá-los.




A PINTURA

Não deixe excesso de tinta no pincel, para não carregar a pintura.
As pinceladas devem ser feitas sempre no mesmo sentido dos traços da figura do desenho.
A pintura não deve cobrir totalmente o tecido. Este estilo permite uma certa transparência entre as pinceladas. Deixe o branco ou cru aparecer, isso dará uma luminosidade ao seu trabalho.
Deixe a mão leve se o pincel estiver muito carregado de tinta. Aperte mais a medida em que a tinta for acabando.
As pinceladas graciosas exigem harmonia, ritmo e equilíbrio. Treine bastante e veja como elas vão se modificar à medida que você adquirir confiança e experiência no uso do seu espaço.
Desenhos simples e cores bem combinadas é uma fórmula para o sucesso de sua estampa.

MARCAÇÕES

A nossa pintura em tecido é a mão livre, não usamos riscos com lápis ou carbono. A pintura é muito mais bonita quando feita livremente.

Se fizer necessário fazer marcações no tecido segue alguma sugestões:

utilizar lápis da mesma cor da tinta que vai pintar
dobrar o tecido, ideal para quadrados ou listras
marcar com barbantes fixos nas pontas da mesa

PREENCHIMENTO DE FUNDO

Com um pincel chato ou buchinha (mais largo que o utilizado na figura) pintar acompanhando o formato de cada figura deixando um espaço em branco em toda volta.
Pintar a camada seguinte de cada figura até que elas se encontrem.

Este preenchimento não é para ser chapado, no final aparecerão as marcas do pincel e algumas transparências com o fundo do tecido, dando movimento e graça na pintura.

GRAFISMO

Grafismo são traços soltos que se faz acompanhando a figura. O charme da pintura em tecido é conseguido nesta etapa. Quanto mais solta estiver a mão mais bonito fica o resultado. O grafismo é feito com aplicadores tipo tubinhos de várias espessuras de pontas de bico (fino, médio, largo) e tinta serigráfica na cor que desejar. A cor preta é a ideal, mas pode usar a cor que quiser.


Dicas grafismo:

Usar a tinta serigráfica em aplicadores com pontas de espessura fina e média. Colocar a tinta nos aplicadores de plástico com ajuda de um pequeno funil fazendo sucção (apertando o aplicador). Usamos a tinta serigráfica porque é mais barato, vc faz a cor que quiser e não cria relevo.
Existem tubinhos prontos da Acrilex, Squizze e outros no mercado com várias cores, porém a tinta tem relevo.
Você pode comprar os aplicadores em casas que vendem produtos para perfumaria e laboratório ou em loja que vendem tintas para tecido.
Os aplicadores com ponta fina devem ficar guardados de ponta cabeça e com um alfinete de bolinha na ponta.
Limpar sempre ao bicos após o uso, pois as tintas ressecam deixando resíduos que entopem a ponta.
Treine em um pedaço de tecido e crie seus próprios traços trazendo para o seu trabalho a sua marca, a sua personalidade.
Evite bolinhas no início ou volumes espessos de tinta no tecido. Caso aconteça, pressione com o dedo achatando a bolinha.


Vera Traversa


quarta-feira, 15 de junho de 2011

PERSONALIZANDO

Como disse numa postagem anterior estamos usando uma mistura de recorte(plotter) e silk para termos camisetas exclusivas... Neste pequeno tuto mostro um pouco da maneira fácil e barata de se fazer!













Adaptação Familia moraes muniz



Em outra postagem mostrarei mais modelos que fizemos...(JSM)















terça-feira, 7 de junho de 2011

SOMENTE PARA FÃS !



Usando o silk antigo e um pouco de computação estamos fazendo algumas camisetas... Somente fãs conhecem o significado! Valeu Kennedy pelo desenho...(JSM)


segunda-feira, 21 de março de 2011

A ARTE DA SERIGRAFIA #9 (CURSO RÁPIDO PARTE 8)



Como passar a emulsão na tela de silk screen

a) usar um passador de modelo já convencionado;

b) escolher o tamanho do passador de acordo com as dimensões da tela, pois um passador menor causaria estrias na superfície da emulsão e um maior não se encaixaria na parte interior da tela;

c) colocar a emulsão na calha do passador, em quantidade suficiente para não haver transbordamento do líquido;

d) apoiar o passador no bordo inferior da moldura, deixar cair um pouco de emulsão na superfície da tela, puxando-o de uma só vez, na direção de baixo para cima;

e) repetir esse mesmo movimento 2 vezes na parte da frente da tela e 2 vezes na parte de trás, de maneira alternada;

f) colocar a tela para secar, em posição horizontal e em lugar escuro, pois, passada a emulsão, a tela passa a ter as mesmas propriedades de um filme fotográfico




Cuidados especiais com a emulsão no silk screen

1. Observar se a camada de emulsão foi uniformemente distribuída na tela de silk screen, conservando espessura igual em toda a superfície, pois, caso contrário, a secagem completa das partes mais espessas ou das partes que contenham perigos de emulsão será mais demorada, e essa demora vai ocasionar o endurecimento da camada fina, dificultando, depois, a revelação do filme.

2. Observar o tempo de secagem, para que não ultrapasse de 40 minutos. É desejável que esse tempo seja o mais rápido possivel , por isso deve-se colocar um ventilador na câmara escura, tendo, porém, o cuidado de não deixar o vento incidir diretamente sobre a emulsão, pois poderia deslocar a camada ainda líquida.

3. Aplicar, no lado de trás da tela, uma segunda demão, logo que a primeira estiver completamente seca. Ter cuidado para que a emulsão seja também distribuída, torrnando uma camada muito fina, pois assim secará em poucos minutos, deixando uma superfície lisa e uniforme.

4. Expor a tela à luz só depois de completamente seca e nunca com a camada ainda úmida, pois se assim fizer, ela não se fixará.

5. Observar se a tela está seca, pelo grau de luminosidade: se a tela estiver fosca, estará seca; se estiver brilhante, estará ainda molhada.


CONTINUA...


quinta-feira, 10 de março de 2011

ARTE DA SERIGRAFIA #8 (CURSO RÁPIDO PARTE 7)


Emulsão fotográfica no silk screen

Um dos processos também muito usados para o transporte do desenho ou motivo para a matriz é o da insolação fotoquímica, também chamado transporte fotográfico feito com o auxílio de emulsões fotográficas.
Essas emulsões, sensíveis à luz, são constituídas de dois elementos: a emulsão propriamente dita e o sensibilizante.

São três os tipos de emulsão encontradas todas no comércio brasileiro: hidrofoto, plastifoto e diazo.

Hidrofoto

É uma emulsão de cor laranja, à base de cola, para ser usada na impressão de motivos coloridos com tintas à base de água, sendo resistente à água.

Plastifoto

Emulsão de cor azul, à base de álcool polivinílico, usada para impressão de motivos coloridos com tintas sintéticas ou vinílicas, sendo resistente a solventes.

Diazo

Emulsão de cor violeta ou roxa, da mesma família da plastifoto, não sendo usada, portanto, com tintas à base de água. É resistente a solventes.

Como preparar a emulsão

Quando adquirida, a emulsão está pura, sem o sensibilizante, que vem num frasco à parte, podendo ser em forma líquida, à base de bicromato de amônio, ou em pó, à base de diazo.

A proporção exata para a mistura é sempre de um vidro de emulsão (1 litro) para um frasco de senslbillzante (90 ml). Como, porém, sensibilizada a emulsão, sua duração para uso passa a ter um prazo limitado, aconselha-se a proceder a sensibilização da quantidade que se for usar, da maneira como passaremos a explicar, em seguida.

Para hidrofoto e plastifoto:

a) misturar 1 parte de sensibilizante liquido para 9 partes de emulsão, evitando formar bolhas;
b). aguardar 2 horas para proceder à aplicação da emulsão já preparada na matriz;
c) quando a aplicação não for feita imediatamente, conservar a emulsão sensibilizada em recipiente bem fechado e em ambiente fresco, podendo ser usada até o prazo máximo de uma semana, sem que haja alteração no teor de sensibilização.

Para diazo:

a) misturar água quente ao pó contido no recipiente do senslbilizante, em quantidade suficiente para formar uma solução pastosa;
b) encher o restante do recipiente com água fria de modo a tornar a solução pastosa em líquida;
c) misturar o líquido sensibilizante à emulsão, sempre na proporção de 1 parte de sensibilizante para 9 partes de emusão;
d) aguardar 2 horas para usar a emulsão já sensibilizada;
e) sensibilizada a emulsão, guardar em lugar fresco e escuro, onde se conservará inalterada durante o prazo de 2 meses; se guardada em refrigerador, este prazo se prolongará até 4 meses.

Feita a sensibilização acima descrita, a emulsão fica sensível à luz, por isso não deve ser passada na tela em ambiente com iluminação comum, mas sim de luz fraca ou laranja.




Continua...

quarta-feira, 2 de março de 2011

ARTE DA SERIGRAFIA #7 (CURSO RÁPIDO PARTE 6 )



Atenção especial

1. Remover, antes de iniciar a colagem, qualquer fiapo de linha que se tenha desprendido da tela e se interponha entre esta e o filme.
2. Não repassar a estopa com thinner na parte já umedecida e jamais esfregar a estopa de encontro à tela.
3. Não molhar a estopa com excesso de thinner, para não haver destruição do filme.
4. Não umedecer grandes áreas de cada vez, pois dificulta a transferência do motivo e a secagem da tela.
5. Ter todo o cuidado para que não se formem bolhas de ar ou para que partes do filme não se soltem da tela.
6. Observar se o filme, ao ser colado à tela, foi produzindo uma coloração acentuada, indicativa de ter sido a colagem perfeita, pois, nos lugares onde a colagem estiver imperfeita, a coloração estará mais fraca.




Se, no final deste processo, a matriz apresentar tais defeitos que impossibilitem a sua reprodução, é possivel a recuperação da tela. Para isso, limpa-se totalmente a tela com uma estopa embebida com thinner especial, repassando-a tantas vezes quanto necessárias para que a tela volte á sua cor branca.
Após a lavagem e secagem da tela, na mesma forma já descrita, recomeça-se, mais uma vez a operação do transporte do motivo para a matriz.

CONTINUA...

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A ARTE DA SERIGRAFIA #6 (CURSO RÁPIDO PARTE 4)

Como lixar o tecido para o silk screen




a) usar um abrasivo adequado (o Carbureto de Silício n. o 500 é o mais indicado) e uma trincha;
b) I ixar o tecido em ambos os lados;
c) usar jato de água após o lixamento;
d) fazer esta preparação poucos minutos antes da utilização do tecido.

Obs.: é indispensável lixar o tecido quando se necessita de precisão nos detalhes

Passando para a tela de silk screen o que se deseja imprimir

Preparada a matriz passa-se à fase de transporte para a tela, do motivo que se quer imprimir.

Várias são as técnicas aplicadas. A mais usada para a impressão de motivos cujo desenho não apresente riqueza de detalhes é a do FILME DE RECORTE.



Este filme é constituído de três camadas, que são:
a) a gelatina descartável, que é a parte colorida;
b) a película da ligação, imperceptível a nossos olhos;
c) o suporte de poliester, que não poderá ser atingido no momento em que se procede ao recorte.

A sua coloração, provocada por um agente corante, pode ser vermelha, ambar ou de qualquer outra cor, o que não vai influir na boa qualidade do filme.

Como recortar o filme

a) fixar o motivo, com durex, na mesa ou em uma superfície plana;
b) colocar o filme sobre o desenho, com a parte gelatinosa voltada para cima, fixando-o, também com durex, pelos quatro cantos, na mesa ou na superfície plana;
c) cortar somente a gelatina descartável, usando uma faquinha ou estilete apropriado e tomando o máximo cuidado para não perfurar o suporte de poliester transparente;
d) levantar a parte recortada do filme, com a própria faquinha ou estilete;

Recortado o motivo no filme, passa-se ao processo de colagem. É necessário, porém, conservar o filme com a película enrolada para o lado interno, longe de poeira e de luz.



Passando para a tela de silk screen o que se deseja imprimir


Como fazer a colagem

a) apoiar o filme recortado sobre um jornal;
b) colocar a matriz sobre o filme recortado, com a parte do tecido voltada para baixo, para que a tela fique em contato direto com o motivo;
c) umedecer um pedaço de estopa de primeira em thinner especial e passar na parte de dentro da tela, em pequenas áreas de cada vez, sempre no sentido de cima para baixo;
d) ter, na outra mão uma estopa seca para ir imediatamente secando as áreas já umedecidas pelo thinner;
e) deixar secar completamente, durante 10 a 20 minutos, em lugar ventilado;
f) deslocar o filme da matriz, cuidadosamente ,começando devagar por um dos cantos e pu-
xando-o em sentido diagonal;
g) colocar a tela. iá com o motivo impresso, de encontro à luz, para observar as falhas na coloração do restante da tela;
h) retocar, com um pincel, os defeitos acima mencionados, usando uma mistura feita de sobras da gelatina desmanchadas no thinner ou usando laca.

CONTINUA...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A ARTE DA SERIGRAFIA #4 (CURSO RÁPIDO PARTE 3)



Como esticar a matriz do silk screen

Várias técnicas podem ser usadas para esticar (ou tensar) e fixar o tecido na moldura: com o emprego de corda, com grampos ou com pinças pneumáticas.

Com corda:






a) usar moldura de madeira com golvete; (Sulco)
b) cortar o tecido, tomando como medida as dimensões externas da moldura;
c) molhar o tecido (nunca molhar a corda);
d) colocar o tecido sobre a moldura;
e) comprimir a corda na parte do tecido que se superpõe ao golvete; (Sulco)
f) bater com o martelo nos dois primeiros lados iniciais da corda, prendendo assim o tecido no sulco da madeira;
g) puxar o tecido no terceiro lado, para mantê-to bem tenso, continuando a bater com o martelo na corda;
h) fazer a mesma operação acima, no quarto lado da corda;
i) bater na corda, com uma ferramenta sem ponta cortante, para forçá-Ia a entrar totalmente no sulco da moldura, fazendo com que o tecido fique mais esticado do que estava;


Após tensar e fixar o tecido na moldura, cuidados especiais devem ser tomados para evitar defeitos na impressão:

Esses cuidados são: desengordurar o tecido e lixar o tecido.

Desengordurar o tecido




a) usar sabão neutro (côco) ou pasta desengraxante e uma esponja;
b) esfregar fortemente o tecido de um lado e do outro;
c) lavar com jato de água;
d) secar a tela em lugar livre de poeira, podendo usar, para apressar a secagem, um secador de cabelo.

Continua...




quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

ARTE DA SERIGRAFIA #1



Não sou muito bom em guardar datas e dados ...então não sei se já falei, Mais Serigrafia foi meu primeiro emprego... desenhava, estampava etc... dou muito valor a esta arte que todo mundo usa de algum modo e nem faz idéia....

Então vamos começar a conhecer a arte milenar do "Silk Screen" serigrafia! (JSM)

A serigrafia

Serigrafia ou silk-screen é um processo de impressão no qual a tinta é vazada – pela pressão de um rodo ou puxador – através de uma tela preparada. A tela (Matriz serigráfica), normalmente de poliéster ou nylon, é esticada em um bastidor (quadro) de madeira, alumínio ou aço. A "gravação" da tela se dá pelo processo de fotosensibilidade, onde a matriz preparada com uma emulsão fotosensível é colocada sobre um fotolito, sendo este conjunto matriz+fotolito colocados por sua vez sobre uma mesa de luz. Os pontos escuros do fotolito correspondem aos locais que ficarão vazados na tela, permitindo a passagem da tinta pela trama do tecido, e os pontos claros (onde a luz passará pelo fotolito atingindo a emulsão) são impermeabilizados pelo endurecimento da emulsão fotosensível que foi exposta a luz.


É utilizada na impressão em variados tipos de materiais (papel, plástico, borracha, madeira, vidro, tecido, etc.), superfícies (cilíndrica, esférica, irregular, clara, escura, opaca, brilhante, etc.), espessuras ou tamanhos, com diversos tipos de tintas ou cores. Pode ser feita de forma mecânica (por pessoas) ou automática (por máquinas).


A serigrafia caracteriza-se como um dos processos da gravura, determinado de gravura planográfica.


A palavra planográfica, pretende enfatizar que não há realização de sulcos e cortes com retirada de matéria da matriz. O processo se dá no plano, ou seja na superfície da tela serigráfica, que é sensibilizada por processos foto-sensibilizantes e químicos. O princípio básico da serigrafia é relacionado freqüentemente ao mesmo princípio do estêncil, uma espécie de máscara que veda áreas onde a tinta não deve atingir o substrato (suporte).



O termo serigrafia (serigraph, em inglês) é creditado a Anthony Velonis, que influenciado por Carl Zigrosser, crítico, editor e nos anos 1940, curador de gravuras do Philadelphia Museum of Art, propôs a palavra serigraph (em inglês), do grego sericos (seda), e graphos (escrever), para modificar os aspectos comerciais associados ao processo, distinguindo o trabalho de criação realizado por um artista dos trabalhos destinadas ao uso comercial, industrial ou puramente reprodutivo.


Velonis também escreveu um livro em 1939, intitulado Silk Screen Technique (New York: Creative Crafts Press, 1939) que foi usado como "how-to" manual de outras divisões de posters. Ele viajou extensivamente orientando os artistas da FAP sobre a técnica da serigrafia...


Continua....
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